Suinã - Erythrina verna

O vermelho é uma cor muito presente nos jardins. Além da sua beleza notável também é um recurso para atrair os olhares, realçar ou  até esconder elementos. Além disso o vermelho influencia diretamente no estado de espírito das pessoas, transmite alegria, excitação, romantismo e abre o apetite...ou você acha que as lanchonetes tem bastante vermelho por acaso?

Nos jardins japoneses essa cor possui um significado muito importante : representa o homem diante da natureza e esse é um dos motivos do uso de plantas que ficam vermelhas apenas durante um período do ano já que isso demonstra a nossa fragilidade em relação a natureza e que estamos aqui de passagem, além de que nossas vidas são marcadas por ciclos.

O Acer (Acer palmatum) é um belo exemplo de espécie utilizada no jardim japonês, suas folhas ganham coloração intensa no outono e em seguida caem, para darem espaço a novas folhas verdes na primavera. Dessa forma o jardim japonês está em constante renovação e a cada estação do ano ganho um novo cenário.

A ideia de ter um jardim em constante mutação é muito interessante e acredito que ainda é pouco explorada no paisagismo por aqui. Exemplo disso é a presença de muitas plantas topiadas, que ano após ano estão sempre da mesma forma.

Esse recurso pode ser obtido utilizando árvores decíduas, aquelas que perdem folhas, e não faltam opções de espécies brasileiras fantásticas.

Assim como o Acer, as plantas do gênero Erythrina enfeitam a paisagem com um vermelho passageiro. Porém este vermelho não vem das folhas, vem das flores! Um vermelho muito intenso, outras espécies deste mesmo gênero possuem as flores  rosa, laranja ou salmão. 

A Erytrhina verna é uma espécie nativa da Bahia, Espiríto Santo, Zona da Mata de Minas Gerais, Rio de Janeiro e do Vale do Paraíba, ou seja, mais uma espécie nativa da minha região. Porém confesso que não vejo em grande número esta espécie por aqui, eu conheço apenas 5. Em outras cidades, do estado de São Paulo e de Minas Gerais, ela vem sendo muito utilizada na arborização de praças e avenidas. Esta espécie é muito confundida com a Erythrina mulungu, cujas flores são laranjas. Devido a esta confusão fica ate difícil encontrar maiores informações a respeito dela.

Esta espécie possui um crescimento rápido, ela chega a ter de 10 a 20 metros de altura. Alem de ser bela suas flores atraem um grande número de aves, principalmente beija-flores. Sua floração vai de Agosto, quando ela perde totalmente suas folhas,  até setembro. Em dezembro após a queda dos frutos se inicia o processo de formação de novas folhas. 

Algumas fotos!


Que tal acrescentar um pouco de vermelho nos nossos jardins e ruas?

Museu da Árvore - Tree Museum, Suiça

Para manter a mente aberta busco a todo momento novidades e as vezes revejo com outros olhos notícias, pesquisas, informações sobre outros locais, entre outras coisinhas. Desta vez me deparei  com uma notícia de 2010 que para mim é uma novidade fresquinha! Existem diversos museus de diversos temas espalhados pelo mundo inteiro, mas confesso que não esperava me deparar com um belo museu da árvore!


Isso mesmo um museu dedicado as árvores, de certa forma um protesto contra a urbanização desenfreada que além de destruir matas, derruba árvores centenárias em espaços urbanos. Não é um jardim botânico nem nada do gênero. Muito bonita e ousada a ideia!  O Tree Museum fica na Suiça! Confira outras fotos do local.

























Nesse museu as árvores assumem o papel de esculturas vivas, verdadeiras obras de arte , cada "peça" é única e exclusiva!

Fonte: http://www.archdaily.com/65463/

Guapuruvu - Schizolobium parahyba

O ser humano de maneira em geral gosta de ter perto de si tudo aquilo que faz com que ele se sinta bem. Pessoas, aparelhos eletrônicos, animais de estimação e até as plantas fazem parte dessa seleção. Um bom exemplo disso são os jardins botânicos, o jardim botânico do Rio de Janeiro por exemplo conta com inúmeras plantas exóticas.

Denominamos de planta exótica aquelas plantas provenientes de fora da flora original do local. A plantas pertencentes a flora original nós denominamos como nativa. As plantas exóticas causam graves problemas ambientais, assim o uso de plantas exóticas deve ser muito bem estudado. Porém se engana que mesmo sendo uma espécie  nativa do Brasil que ela não vá ser exótica em alguma parte de nosso território. O Brasil possui um território muito extenso e uma grande diversidade de ecossistemas. Como moro no Vale do Paraíba vou dedicar dois posts para falar a respeito de algumas espécies nativas da minha região. 

A espécie deste post é a Schizolobium parahyba ou para os mais íntimos Guapuruvu, ele leva o nome do rio Paraíba, rio que corta e nomeia a minha região. Esta árvore pioneira de crescimento rápido me encanta pelo seu lindo tronco ereto que sustenta uma bela e ampla copa. Na fase adulta esta árvore atinge de 10 a 40 metros de altura e seu DAP (diâmetro à altura do peito) varia de 30 a 120 cm! Durante os meses de Agosto até Outubro sua florada amarela é alvo fácil dos nossos olhos.

O nome Schizolobium significa "Legume duro". Em algumas regiões o Guapuruvu é conhecido como ficheiro, devido ao fato de suas sementes serem utilizadas como fichas para jogos. Na cidade de Paraty, Rio de Janeiro, muitos pescadores fazem suas canoas com a madeira do Guapuruvu. O seu plantio não é recomendado em lugares muito frequentados devido ao risco de seus ramos caírem em dias de chuva e vento.

Abaixo vocês verão a beleza do Guapuruvu em algumas fotos!